O Simpósio Internacional sobre Prevenção e Controle do HIV foi realizado em Pequim em novembro (13 e 14) para discutir a evolução da epidemia de HIV na China.
Patrocinado pela Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia chinês, o evento teve o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

Simpósio Internacional sobre Prevenção e Controle do HIV na China foi realizado em Pequim, nos dias 13 e 14 de novembro. Foto: UNAIDS
O Simpósio Internacional sobre Prevenção e Controle do HIV foi realizado em Pequim em novembro (13 e 14) para discutir a evolução da epidemia de HIV na China.
Patrocinado pela Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia do país, o evento teve o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
A reunião teve como objetivo apresentar novas estratégias para a prevenção da transmissão sexual do HIV. Wang Guoqiang, vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar da China, abriu a reunião, destacando o compromisso do país com o tema.
“O governo da China leva a sério a questão da prevenção do HIV. A política do governo é, em primeiro lugar, a prevenção, impulsionada pela lei e pelo pleno uso de novas tecnologias, ciência e inovação”, disse Yang Zhe, diretor de projetos do Ministério de Ciência e Tecnologia chinês.
Luiz Loures, diretor-executivo adjunto do UNAIDS, elogiou a China por seu compromisso político com a resposta ao HIV e por inovações que incluem uma plataforma única para financiar organizações da sociedade civil para apoiar os esforços de prevenção.
No início dos anos 2000, as pessoas que injetam drogas tinham o maior risco de contrair HIV na China. No entanto, um programa de redução de danos iniciado em 2006 expandiu-se rapidamente e, após dez anos, já tinha atendido cerca de meio milhão de pessoas. Os dados do governo mostram que a prevalência do HIV entre as pessoas que injetam drogas diminuiu para cerca de 6% em 2015, de mais de 12% em 2005.
Os dados de saúde pública da China sugerem que homens gays e outros homens que fazem sexo com homens estão emergindo como o grupo mais afetado pelo HIV no país. De acordo com dados do governo, menos da metade dos homens gays e outros homens que fazem sexo com homens conhecem seu estado sorológico para o HIV, e o uso de preservativo consistente nos últimos seis meses por este grupo manteve-se em torno de 45% nos últimos anos.
Uma inovação de organizações da sociedade civil tem desempenhado papel ativo ao prestar serviços aos seus pares com o apoio de hospitais locais. No entanto, há outras intervenções que os estudos consideraram eficazes, como o autoteste e a profilaxia pré-exposição (PrEP), que ainda estão em fase de pesquisa na China.
Os participantes do simpósio apresentaram ao governo chinês recomendações preliminares sobre como fortalecer a prevenção e o controle do HIV na China, que incluem mudar o foco para uma meta 90-90-90 estratificada. As recomendações também incluem aumentar os recursos para os grupos comunitários e avançar de forma mais agressiva para além dos estudos de eficiência e eficácia, para grandes estudos de implementação e custo-eficiência.
O fim do estigma e da discriminação institucionalizados, particularmente nos estabelecimentos de saúde, foi enfatizada como um componente vital de sucesso.
“A China fez grandes avanços na resposta e no controle do HIV. No entanto, ainda estamos diante de desafios assustadores e nos comprometemos a trabalhar com o UNAIDS na Coalizão de Prevenção Global para abordar nossos próprios desafios, além de contribuir com as lições da China para o mundo”, disse Wang Guoqiang, vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar da China.
“A epidemia de HIV entre homens gays e outros homens que fazem sexo com homens não é apenas um desafio para a China, é um desafio para o mundo. A China demonstrou que a solidariedade com as comunidades e as populações-chave, a prevenção da discriminação e a adoção da ciência e da inovação serão os principais fatores para o sucesso”, afirmou Luiz Loures, diretor-executivo adjunto do UNAIDS.