Com apoio da ONU, encontro promove melhor gestão de substâncias prejudiciais ao meio ambiente

Promovido por Ministério do Meio Ambiente e o Programa da ONU para o Desenvolvimento, o encontro aborda ações voltadas para cumprimento das metas da Convenção de Estocolmo.

Uma das questões discutidas no evento que reuniu representantes dos setores público e privado, pesquisadores e organizações não governamentais foi o destino de PCBs. Foto: Jorge Cardoso/MMA

Uma das questões discutidas no evento que reuniu representantes dos setores público e privado, pesquisadores e organizações não governamentais foi o destino de PCBs. Foto: Jorge Cardoso/MMA

Para melhorar a gestão, a eliminação e os processos de substâncias prejudiciais ao meio ambiente e à saúde em geral, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), promoveu encontro entre representantes dos setores público e privado, além de pesquisadores e organizações não governamentais. O evento Técnicas e Tecnologias de Tratamento e Destinação Final de Bifenilas Policloradas (PCBs) e Outros Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) começou na quarta-feira (22) em Brasília.

O encontro de dois dias abordou o destino de PCBs, substância química utilizada, principalmente, em equipamentos elétricos entre as décadas de 1920 e 1930 para oferecer elevada estabilidade química sem risco de incêndio nos equipamentos eletrônicos. A partir da década de 1980, houve um processo de substituição dos PCBs nos equipamentos elétricos por substâncias menos poluentes no Brasil. “No momento em que houve essa substituição, ocorreram contaminações cruzadas. Então, por causa dessa contaminação, não sabemos hoje qual a quantidade de PCB ainda espalhada por aí”, a consultora técnica do PNUD, Lorenza Alberici da Silva.

Experiências de outros países da América Latina como, por exemplo, o México foram apresentadas no encontro. “É uma grande oportunidade de ampliar conhecimentos e trocar experiências para seguirmos nosso caminho de eliminar esses poluentes até 2028, como preconiza a Convenção de Estocolmo, da qual somos signatários”, explica a diretora de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Letícia Carvalho. O evento também abordou técnicas de destruição e transformação irreversível (químicas e térmicas), tratamentos de POPs em baixas concentrações, licenciamento e transporte desses compostos e outros aspectos relacionados a esses poluentes.

Dessa forma, a fim de contribuir para o mapeamento dos PCBs no Brasil, o PNUD, em parceria com o MMA e a Diretoria de Sanidade Ambiental na Indústria, desenvolveu o projeto apresentado no evento. Essa iniciativa prevê inventário em três companhias elétricas do país, para que os resultados sirvam como base para um mapeamento do PCB e auxiliem, assim, o cumprimento da meta da Convenção de Estocolmo.