O diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, ressaltou a importância do Brasil no cenário internacional pelos esforços do país no combate à pobreza.

90% do aumento da renda e 50% da redução da desigualdade vieram do mercado de trabalho. Foto: Gov BA/Adenilson Nunes1515
Para debater a melhor maneira de medir e interpretar a pobreza no século XXI, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Secretaria de Assuntos Estratégicos, o Governo Federal e o Banco Mundial, realizaram a oficina técnica sobre pobreza multidimensional. O encontro aconteceu entre 25 e 26 de agosto, em Brasília.
O diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, ressaltou a importância do Brasil no cenário internacional pelos esforços do país no combate à pobreza. Esta declaração foi complementada pelo coordenador residente do Sistema ONU no Brasil e representante residente do PNUD, Jorge Chediek, que afirmou que “o exemplo do Brasil é essencial, porque mostra que um país democrático, multicultural, multirracial, nos trópicos, pode mudar, em uma geração, a sua situação social”.
“O Banco Mundial tem aprendido muito com a experiência brasileira e tem levado a outros países com a iniciativa WWP (World Without Poverty – WWP)”, destacou Raiser. Esta plataforma apresenta iniciativas, programas e ações desenvolvidos no Brasil e as promove, com a finalidade de contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos.
Dentre as políticas públicas, o diretor de estudos e políticas sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), André Calixtre, defendeu os investimentos no mercado de trabalho. Segundo ele, 90% do aumento da renda e 50% da redução da desigualdade vieram do mercado de trabalho, “uma das políticas públicas mais relevantes do Brasil”.