Iniciativa lançada durante o Fórum da ONU sobre Florestas conta com apoio do PNUMA e fornecerá informações claras e oportunas que tornarão mais fácil para entidades o combate ao desmatamento.

Foto: Fórum das Nações Unidas sobre Florestas/Fendi Aspara
O ‘Global Forest Watch 2.0‘ — sistema de monitoramento de florestas independente, interativo e em tempo real — combina a tecnologia de satélite e o compartilhamento de dados em mídias sociais em todo o mundo, fornecendo informações importantes para o melhor controle das florestas.
O programa foi desenvolvido pelo Instituto World Resources e uma série de parceiros — incluindo o Google, a Universidade de Maryland (EUA) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) – e exposto aos participantes na atual sessão do Fórum das Nações Unidas em Istambul, na Turquia.
“O Global Forest Watch 2.0, que será lançado no próximo mês, não poderia vir em um momento mais oportuno”, disse o Subsecretário-Geral para Assuntos Econômicos e Sociais, Wu Hongbo. “Para atingirmos uma gestão sustentável das florestas, é essencial o fácil acesso a dados e a informações que sejam atuais e de confiança, bem como o monitoramento e a avaliação de intervenções eficazes”.
Com transparência, Brasil reduz desmatamento
O Brasil foi citado como um dos países que teve imenso progresso na melhoria da fiscalização de suas florestas, na qualidade e no fácil acesso de informações reunidas, com um sistema que monitora as florestas quase que em tempo real. De acordo com autoridades brasileiras, o desmatamento da Amazônia caiu em 80% desde 2004, em parte devido aos esforços feitos para a melhoria da divulgação de informações sobre o que está acontecendo nas florestas atualmente.
Outro país que foi ressaltado foi o Gabão, na África, que está investindo milhões de dólares na melhoria do acesso de toda a sua região a imagens de satélite e ao sensoriamento, para uma nova estrutura de um programa que está sendo desenvolvido localmente.
“Mas ainda precisamos fazer mais”, disse Nigel Sizer, diretor do Instituto World Resources, acrescentando que os gestores e os responsáveis pelas florestas em muitos países ainda não têm acesso a informações atualizadas sobre o que está acontecendo com as suas florestas. Este é um problema em países desenvolvidos e em desenvolvimento.
“Países estão gastando milhões de dólares para reunir e tentar analisar dados de satélite ao invés de utilizar esse dinheiro na resolução de problemas que a informação obtida já apresenta”, acrescentou Sizer.
De acordo com o Instituto World Resources, a nova iniciativa foi possível graças a uma convergência de tecnologias e redes sociais, incluindo avanços em satélites e na tecnologia do sensoriamento remoto.
Uma parceria entre a equipe do Google Earth e o Global Forest Watch 2.0 prioriza a tecnologia do armazenamento de dados na “nuvem”, que exerce um papel importante na otimização do acesso a informações na cobertura florestal, agilizando o processo de visualização de grandes volumes de imagens via satélite com um custo baixo.
Já a conectividade de alta velocidade à internet permite o envio de dados e mapas florestais processados em qualquer lugar do mundo para laptops e celulares em todo o mundo, fazendo com que muitas pessoas tenham acesso a informações importantes e rapidamente organizem e mobilizem mais pessoas em prol das florestas.