UNESCO financia parte da obra iniciada dia 14 para recuperar Patrimônio Mundial em Timbuktu, antiga capital econômica, cultural e espiritual do país. Missão de paz fornece apoio logístico.
Pedreiros preparam área para trabalhar na reconstrução de mausoleu em Timbuktu, Mali. Foto: UNESCO/Sokona Tounkara
Pedreiros começaram a reconstruir na sexta-feira (14) mausoléus da era de ouro em Timbuktu, no Mali. Patrimônio Mundial, eles foram danificados durante a ocupação da parte do norte do país por radicais islâmicos em 2012. A obra é financiada por autoridades malinesas e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) com contribuições de Andorra, Barein, Croácia e Mauritânia, além de apoio logístico da Missão Multidimensional Integrada da ONU para a Estabilização no Mali (MINUSMA).
Timbuktu foi a capital econômica, cultural e espiritual e um centro para a propagação do islamismo pela África durante a era de ouro nos séculos 15 e 16. De acordo com a UNESCO, as três mesquitas e 16 mausoléus que compreendem a propriedade são parte da antiga cidade que chegou a ter 100 mil habitantes.
“A reabilitação do patrimônio cultural de Timbuktu é crucial para o povo do Mali, para os moradores da cidade e para o mundo”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova.
“O início da reconstrução de mausoléus em Timbuktu é importante por que constituem uma característica inalienável da identidade da cidade, cujo propósito é, precisamente, proteger os seus habitantes”, disse o chefe da MINUSMA, Albert Gerard Koenders.