Segundo a UNESCO, 75 tsunamis ocorreram no Caribe ao longo dos últimos 500 anos – o que representa cerca de 10% do número total de tsunamis oceânicos em todo o mundo durante esse período.

Foto: UNESCO
Trinta e dois países do Caribe participaram nesta quarta-feira (20) de um exercício de alerta de tsunami em escala completa apoiado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
O exercício simulou as condições de um terremoto de 8,5 graus na escala Richter a 90 quilômetros da costa de Oranjestad, Aruba, no Mar do Caribe, que geraria um tsunami. A mensagem fictícia de alerta foi enviada pelos Centros de Alerta de Tsunami do Pacífico e da Costa Oeste e Alasca, desencadeando planos locais de resposta.
A UNESCO explicou que o objetivo é testar o Sistema de Alerta de Tsunami e outros riscos costeiros da região do Caribe e adjacências, o que inclui a Costa Leste do Canadá e dos Estados Unidos, o Golfo do México e Bermudas.
Criado em 2005 pelos países da região, em colaboração com a Comissão, o Sistema de Alerta assegura que os pontos focais nacionais, responsáveis pela disseminação do alerta e pelas primeiras respostas, recebam um aviso a tempo.
“A experiência anterior sublinha a importância crucial da rápida transmissão de informações para minimizar os danos causados por tsunamis”, observou a UNESCO, que já havia realizado simulados de tsunami anteriormente no Pacífico, em 2008 e 2011, e no Oceano Índico em 2009 e 2011.
Segundo a agência, 75 tsunamis ocorreram no Caribe ao longo dos últimos 500 anos — o que representa cerca de 10% do número total de tsunamis oceânicos em todo o mundo durante esse período.