Com apoio de agência da ONU, iniciativas sustentáveis marcam Copa do Mundo no Brasil

Agenda ambiental privilegia sustentabilidade das arenas, inclusão de catadores, turismo sustentável, produtos orgânicos e combate ao efeito estufa.

Agenda ambiental privilegia sustentabilidade das arenas, inclusão de catadores, turismo sustentável, produtos orgânicos e combate ao efeito estufa.

O diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, ao lado da ministra brasileira de Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Foto: Marília Cabral/Portal da Copa

O diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, ao lado da ministra brasileira de Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Foto: Marília Cabral/Portal da Copa

O governo brasileiro está coordenando um conjunto de ações para promover a sustentabilidade na Copa do Mundo da FIFA de 2014. As medidas incluem a compensação total das emissões diretas de gases de efeito estufa geradas pelo evento, a certificação ambiental dos estádios, a inclusão social dos catadores, o incentivo ao turismo sustentável e a produção de alimentos orgânicos e da agricultura familiar.

As ações, inseridas no Plano Operacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa 2014, são coordenadas pelos ministérios do Meio Ambiente, do Esporte, do Turismo, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Desenvolvimento Agrário, e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em parceria com os estados e cidades-sede. Os resultados reforçam a inclusão da agenda ambiental na pauta de desenvolvimento brasileiro.

“Esportes e meio ambiente é algo que trabalhamos há mais de 20 anos no PNUMA. Colaboramos em trazer a questão ambiental para grandes eventos, e com a campanha Passaporte Verde fizemos a nossa parte na Copa do Mundo do Brasil. Disponibilizamos informações para a tomada de decisão de consumidores e produtores, criando mercado para produtos e serviços mais sustentáveis. No entanto, a Copa foi só o começo. Espero que o Brasil se torne modelo para novos padrões de consumo e produções sustentáveis”, afirmou o diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, durante coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro.

“O Passaporte Verde é um ganho muito grande para o turismo no Brasil. Ele nos permite trabalhar a agenda de consumo e produção sustentável em um novo patamar, junto com as Nações Unidas. Com ele apostamos na mudança de comportamento do consumidor e profissionais do setor de turismo”, afirmou a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que também participou da coletiva.

A Arena Fonte Nova, em Salvador, participou do Plano de Sustentabilidade para o Mundial do Brasil. Foto: Portal da Copa

A Arena Fonte Nova, em Salvador, participou do Plano de Sustentabilidade para o Mundial do Brasil. Foto: Portal da Copa

Ao todo, cinco eixos temáticos compõem as ações programadas para o Mundial na área de sustentabilidade. Os assuntos prioritários foram definidos no âmbito da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CTMAS), instalada em maio de 2010, com representantes do governo federal, dos estados e dos municípios e coordenada pelos Ministérios do Meio Ambiente e do Esporte. Também foram criadas câmaras similares em todas as cidades que sediaram os jogos.

As ações tiveram o envolvimento de vários setores de governo, com foco na sustentabilidade, e buscaram conjugar sustentabilidade ambiental, inclusão social e geração de renda, com uma estratégia de alta visibilidade junto aos torcedores durante a Copa e ações que tenham continuidade após o Mundial, consolidando assim um legado permanente para o País.

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