Seminário internacional sobre avaliação da qualidade da atenção em saúde de populações vulneráveis será realizado dias 12 e 13 de novembro em São Paulo; UNFPA apoia evento.

Foto: Joca Duarte/Creative Commons
No mês em que se comemora a Consciência Negra, o Grupo de Estudos em Álcool e Drogas da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP) realiza um evento para discutir a qualidade na assistência a saúde mental de grupos em situação de vulnerabilidade e a inexistência do registro de indicadores desagregados por raça/cor.
O “Seminário Internacional sobre Avaliação da Qualidade da Atenção em Saúde de Populações Vulneráveis: Pessoas com transtorno mental, usuários de álcool e outras drogas e população negra” será realizado nos dias 12 e 13 de novembro, em São Paulo, e pretende abrir espaço para a reflexão de gestores (as), profissionais de saúde, pesquisadores(as) e sociedade civil sobre a produção de conhecimento no tema em uma perspectiva racial.
Durante as atividades de pesquisa, o Grupo constatou que, nos instrumentos de avaliação em saúde mental, a temática raça/cor não é utilizada para avaliação dos serviços de saúde. Por isso consideram importante discutir a saúde da população negra como uma política de direitos humanos, assim como investir na formação de recursos humanos e na discussão com as esferas de governo e profissionais de saúde sobre as lacunas existentes.
“Pretendemos identificar possíveis indicadores que possam ser utilizados para monitorar a implementação de políticas e/ou subsidiar a atuação da sociedade civil”, destaca Luís Eduardo Batista, integrante do Grupo de Pesquisa.

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O evento, apoiado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), reitera os esforços do mandato da agência da ONU no que tange à promoção da saúde para todos e todas de forma igualitária e não discriminatória. O seminário também conta com apoio da agência da ONU no âmbito da Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra e da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024).
A Mobilização ocorre desde 2006, entre outubro e novembro, com data marco em 27 de outubro e tem como objetivo ampliar a consciência social no Brasil sobre o direito humano à saúde e a importância da promoção da igualdade e da equidade de gênero e raça.
Já a Década, que traz o tema “Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”, busca promover o respeito, a proteção e a realização de todos direitos humanos e liberdades fundamentais dos povos afrodescendentes, bem como propor medidas concretas para sua inclusão total e combate às formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerâncias relacionadas.
Mais informações sobre o seminário internacional, que também conta com apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena, e parceria com o Grupo de Pesquisa Educação, Territórios Negros e Saúde da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), podem ser obtidas através do site www.grupoenpsm.blogspot.com.br