Os terremotos de 25 de abril e 12 de maio danificaram 26 hospitais e mais de 1,1 mil unidades de saúde no país, afetando cerca de 5,6 milhões de pessoas; metade delas foram deslocadas.
Um mês depois que um terremoto de magnitude 7,8 atingiu o Nepal, matando milhares de pessoas e devastando grandes áreas do vale de Katmandu, o braço humanitário das Nações Unidas continua a intensificar as suas ações de socorro, uma vez que apoia as autoridades nacionais e locais, com esforços críticos para salvar vidas. A chegada da temporada de monções também preocupa agência.
“O impulso está lá”, disse Jamie McGoldrick, coordenador humanitário da ONU no Nepal, em comunicado de imprensa emitido nesta segunda-feira (25) . “Considerando as condições e complexidades, estamos agora bem posicionados para ajudar todas as comunidades afetadas”.
Os terremoto de 25 de abril e 12 de maio danificaram 26 hospitais e mais de 1,1 mil unidades de saúde, afetando cerca de 5,6 milhões de pessoas, metade das quais foram deslocadas. Além disso, um número estimado de 8,5 mil pessoas foram mortas pelos dois terremotos. Além disso, o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) confirmou que 8,1 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária, enquanto outro 1,9 milhões precisam de assistência alimentar.
No entanto, entre os principais obstáculos que enfrentam a equipe de emergência está a topografia montanhosa única e desafiadora do Nepal que dificulta o acesso a muitas comunidades afetadas. De acordo com o OCHA, cerca de 315 mil pessoas nos 14 distritos mais afetados permanecem em áreas inacessíveis por estrada, enquanto outras 75 mil não podem sequer ser alcançadas por via aérea.
Com a temporada de monções a no máximo três semanas de distância, o tempo agora é essencial à medida que comunidades afetadas – sem abrigo e com baixo estoque de alimentos – continuam a ser mais vulneráveis do que nunca a possíveis deslizamentos de terra e chuvas torrenciais, alertou a ONU.
