A UNESCO foi forçada a introduzir reformas financeiras depois de os Estados Unidos anunciarem em outubro passado a suspensão da sua contribuição. Orçamento passou de 653 para 465 milhões de dólares.
O Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) aprovou hoje um novo roteiro que permitirá à organização realizar seu programa para o próximo ano, apesar das graves restrições de financiamento. A estratégia, apresentada na última sexta-feira (09/03) ao Conselho de 58 membros pela Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova, reduz os custos dos programas e fortalece a captação de recursos fora do orçamento.
“O roteiro fornece agora à organização um sentido claro de direção e estabelece metas firmes”, disse Bokova à sessão de encerramento do Conselho. “Estou determinada a cumprir as metas que estabelecemos em todas as áreas, incluindo a eficiência de custos, reestruturação e gestão de recursos humanos”.
A UNESCO foi forçada a introduzir reformas financeiras depois de os Estados Unidos anunciarem em outubro passado que estavam suspendendo a sua contribuição, diminuindo o orçamento da organização de 653 para 465 milhões de dólares. O novo roteiro se concentra nas prioridades da UNESCO, em especial a igualdade de gênero e a África, bem como programas para a juventude, para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento e para países em situações pós-conflito e pós-desastre.
Durante a sessão, o Conselho também expressou preocupação sobre a deterioração da situação na Síria com a repressão violenta que atingem os civis, incluindo crianças, estudantes e jornalistas. Os representantes apelaram para que a UNESCO tome todas as medidas possíveis, quando a situação no país permitir, para retomar o seu papel, particularmente em educação, liberdade de expressão, comunicação e proteção do patrimônio.