Desde o começo do conflito, no dia 7 de julho, pelo menos 1.814 palestinos foram mortos, sendo que 85% deles eram civis e mais de 400 crianças. Dois civis morreram em Israel.
Desde o começo do conflito, no dia 7 de julho, pelo menos 1.814 palestinos foram mortos, sendo que 85% deles eram civis e mais de 400 crianças. Dois civis morreram em Israel.

Um quarto da população de Gaza – mais de 450 mil pessoas, foi deslocada por conta da investida bélica. As maiores vítimas são as crianças. Foto: UNICEF/Eyad El Baba
Depois do anúncio nesta segunda-feira (4) do cessar-fogo entre Israel e grupos palestinos, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, instou todas as partes a começar no Cairo, Egito, os diálogos por uma paz duradoura.
“Tanto os israelenses como palestinos devem lidar com os assuntos subjacentes que continuam a causar rupturas no conflito”, disse Ban.
O chefe da ONU elogiou o engajamento pró-ativo da delegação palestina sob a liderança do presidente Mahmoud Abbas, dizendo que “esses diálogos são o único caminho sustentável para acabar com a violência, que já custou demasiadas vidas, e para mudar o indefensável e trágico status quo em Gaza”.
O secretário-geral também felicitou os esforçou que levaram a um novo cessar-fogo e recomendou a todas as partes a respeitar a pausa de 72 horas estabelecida, que começou nesta terça-feira às 8h da manhã (horário local).
Desde o começo do conflito, no dia 7 de julho, pelo menos 1.814 palestinos foram mortos, sendo que 85% deles eram civis, segundo os dados do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Esses números incluem pelo menos 408 crianças e 214 mulheres.
Ao menos 66 israelenses foram mortos, sendo 2 civis e 64 soldados, assim como um estrangeiro em Gaza.