Com mais de 1,3 mil palestinos mortos, situação humanitária em Gaza se agrava, diz ONU

“Segundo o direito humanitário internacional, o governo de Israel, o Hamas e outros grupos militantes devem distinguir entre objetivos militares e civis”, afirmou Valerie Amos.

Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) continua distribuindo alimentos em Gaza. Foto: UNRWA

Enquanto a crise em Gaza continua se aprofundando e sem previsão de melhora, a subsecretária-geral para Assuntos Humanitários e coordenadora de Ajuda Humanitária das Nações Unidas, Valerie Amos, pediu nesta quinta-feira (31) aos envolvidos nos confrontos que zelem pelas vidas civis.

“A realidade atual em Gaza é a de que nenhum lugar é seguro”, disse Amos. “Horrorizados, todos testemunhamos o desespero de crianças e civis sob ataque. Segundo o direito humanitário internacional, o governo de Israel, o Hamas e outros grupos militantes devem distinguir entre objetivos militares e civis. Eles também precisam evitar ferir civis ou alvos civis e protegê-los de operações militares”.

A coordenadora lembrou que a presente crise em Gaza se soma às décadas de instabilidade, pobreza e vulnerabilidade, resultantes das repetidas hostilidades e do longo bloqueio por terra, ar e mar da região.

Completando um mês de lutas, a crise já deixou mais de 1,3 mil palestinos mortos e 6 mil feridos, sendo que civis representam mais de 80% das fatalidades – incluindo 251 crianças. Do lado israelense, os ataques a foguetes resultaram na morte de três civis e 56 soldados, e dezenas de feridos.