Com mais de mil mortos em julho, chefe da Missão da ONU no Iraque pede proteção para civis no país

Apenas no mês de julho, 1.186 civis foram mortos, enquanto 1.511 pessoas ficaram feridos no Iraque, segundo dados recentes da ONU.

Mulher iraquiana, deslocada pelo conflito em Anbar, repousa sobre uma pilha de colchões do ACNUR. Foto: ACNUR

“Estou preocupado com o número crescente de mortes no Iraque, particularmente entre a população civil”, disse o representante especial do secretário-geral no Iraque e chefe da Missão da ONU de Assistência no Iraque (UNAMI), Nickolay Mladenov, nesta sexta-feira (1), em um comunicado à imprensa. Segundo dados recentes da ONU, no mês de julho, 1.186 pessoas, entre elas 106 policiais civis, foram mortos, enquanto 1.511 iraquianos, incluindo 177 policias civis, ficaram feridos.

Nas últimas semanas, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) e seus grupos armados aliados tomaram o controle de várias cidades e regiões no norte do Iraque. Eles são acusados ​​de violações dos direitos humanos, incluindo algumas acusações que podem constituir crimes de guerra e crimes contra a humanidade, por atingir e matar civis. 

Das cidades iraquianas, Bagdá foi a mais afetada com 1.035 mortes de civis e 620 feridos, seguido de Salahadin com 305 mortos e 289 feridos. Já Ninewa teve 209 mortos e 270 feridos, Kirkuk com 68 mortos e 127 feridos, Babil com 77 mortos e 72 feridos, e Diyala com 71 mortos e 66 feridos. 

“Todos os lados devem garantir que os civis sejam protegidos e que o direito internacional humanitário seja respeitado”, declarou Mladenov, acrescentando que, apesar da luta contínua, os políticos têm mostrado que podem trabalhar juntos na escolha de um novo presidente e assim “se moverem em direção à criação de um novo governo que possa resolver as causas profundas da violência no Iraque e assegurar um desenvolvimento equitativo para todas as comunidades.”