Com mais de mil mortos no Iraque, mês de maio é o mais violento em 5 anos

Pedindo mais uma vez diálogo político, missão da ONU no país alertou que pelo menos 1.045 pessoas foram mortas e outras 2.397 feridas em atos de terrorismo e de violência no mês passado.

Ataque a bomba no Iraque (foto de arquivo). Foto: IRIN

Ataque a bomba no Iraque (foto de arquivo). Foto: IRIN

A missão de paz das Nações Unidas no Iraque divulgou neste sábado (1), por meio de um comunicado, que um total de 1.045 iraquianos foram mortos e outros 2.397 feridos em atos de terrorismo e de violência em maio.
 
O número de civis mortos foi de 963 (incluindo 181 policiais civis) e o número de civis feridos foi de 2.191 (incluindo 359 policiais civis). Segundo a Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI), 82 membros das forças de segurança iraquianas foram mortos e 206 ficaram feridos.

“Isso é um recorde triste”, afirmou o representante especial do secretário-geral para o Iraque, Martin Kobler. “Os líderes políticos iraquianos devem agir imediatamente para acabar com este derramamento de sangue intolerável”, acrescentou.

Bagdá foi a província mais afetada pela violência, com 532 civis mortos e 1.285 feridos, seguido por Salahuddin, Ninewa, Anbar, Diyala e Kirkuk. A UNAMI registrou pelo menos 560 incidentes em diferentes partes do Iraque.

A Missão da ONU realiza o monitoramento do impacto da violência armada e do terrorismo contra civis iraquianos em acordo com seu mandato. Para consolidar os dados, a UNAMI faz uso de investigação direta e fontes secundárias confiáveis.

A própria Missão admite que os dados podem ser “conservadores” e “subestimar o número real de civis mortos e feridos” por uma “variedade de razões”.

Enviado da ONU ao país, Kobler tem apelado repetidamente às autoridades iraquianas para tomar medidas decisivas para interromper a escalada de violência.

No início deste mês, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a todos os iraquianos para se unir e se engajar em um diálogo inclusivo para superar a “crise política profunda” que o país enfrenta.

“É responsabilidade dos políticos agir imediatamente e se engajar para o diálogo para resolver o impasse político e não deixar que os terroristas se beneficiem de suas diferenças políticas”, disse Kobler.

“Nós continuaremos a lembrar os líderes do Iraque que o país irá para um caminho desconhecido e perigoso se não tomar medidas imediatas.”