O barco afundou próximo à costa da Líbia levando cerca de 600 refugiados e migrantes que buscavam chegar à Europa; de acordo com o ACNUR a embarcação só comportaria cerca de 50 pessoas.

Dezenas de milhares de pessoas desesperadas estão tentando atravessar o Mediterrâneo e chegar à Europa em barcos perigosos como estes na Líbia. Foto: ACNUR/ F. Noy
Quase 400 pessoas foram resgatadas até agora após o naufrágio de um navio ao largo da costa da Líbia que tentava atravessar o Mar Mediterrâneo, com um número estimado de 600 refugiados e migrantes a bordo, informou nesta quinta-feira (6) o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).
Os corpos de mais 25 pessoas foram recuperados, mas dezenas de outros estão desaparecidos e provavelmente mortos após a frágil e superlotada embarcação de pesca afundar minutos depois de deixar a costa, segundo o ACNUR.
“Outra terrível tragédia aconteceu no Mediterrâneo a 15 milhas da costa da Líbia, por isso, obviamente, o barco tinha acabado de sair. Refugiados e migrantes não merecem morrer buscando uma vida melhor”, afirmou a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming. “Estes são barcos que só deveriam ter entre 40 e 50 pessoas a bordo e não 600”.
Antes desta tragédia, ocorrida nesta quarta-feira (05), estima-se que 2,1 mil pessoas já morreram até agora este ano tentando atravessar o Mediterrâneo para chegar à Europa. “A grande maioria das pessoas que chega à Europa através do Mediterrâneo – e foram 200 mil este ano – são pessoas que fogem da guerra, do conflito e da perseguição”, disse Fleming.