Com o conflito se intensificando no Iêmen, ONU pede mais proteção para civis

Relatórios de parceiros humanitários em diferentes partes do país indicam que cerca de 519 pessoas foram mortas e cerca de 1.700 feridas nas últimas duas semanas, mais de 90 delas crianças.

Crianças frequentando aulas no Iêmen, onde mais de 600 escolas foram danificadas como resultado do conflito. Foto: UNICEF

Crianças frequentando aulas no Iêmen, onde mais de 600 escolas foram danificadas como resultado do conflito. Foto: UNICEF

Extremamente preocupada com a segurança da população no Iêmen que enfrenta uma “luta feroz”, a chefe humanitária da ONU, Valerie Amos, apelou na última quinta-feira (2) a todas as partes envolvidas para cumprir suas obrigações sob o direito internacional e fazer todo o possível para proteger as mulheres, crianças e homens comuns que sofrem as consequências do conflito.

De acordo com informações fornecidas pelo Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), em apenas 24 horas ataques aéreos destinados a frear atividades rebeldes atingiram as cidades iemenitas de Áden, Al Dahle’e, Saná, Saada, Al Hudaydah e Hajjah, matando pelo menos 8 civis.

Amos declarou que relatórios de parceiros humanitários em diferentes partes do país indicam que cerca de 519 pessoas foram mortas e cerca de 1.700 feridas nas últimas duas semanas, mais de 90 delas crianças. Além disso, 28 mil pessoas se mudaram para a província de Amran desde o início da crise.

As agências das Nações Unidas e parceiros humanitários estão junto ao Crescente Vermelho do Iêmen e as autoridades locais coordenando a entrega de kits de saúde de emergência, com recursos para que as pessoas possam obter água limpa, alimentos e cobertores. Eletricidade, água e medicamentos essenciais estão em falta. “Espero que a paz, a segurança e a estabilidade sejam restauradas o mais rapidamente possível”, concluiu Amos.