Com quase um terço do orçamento necessário, FAO pede ajuda para enfrentar aridez no Chifre da África

“Não podemos evitar as secas, mas podemos colocar em prática medidas para tentar impedir crises de fome”, disse o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva.

(FAO)Com apenas um terço dos quase 300 milhões de dólares necessários para a ajuda na região do Chifre da África, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) fez um novo apelo à comunidade internacional nesta sexta-feira (23/03). Para os próximos 90 dias, a FAO precisa arrecadar 50 milhões de dólares para auxiliar fazendeiros a enfrentar a aridez da região, com distribuição de sementes vegetais, implementação de sistemas de irrigação e vacinação do gado.

Embora a situação nas áreas do Chifre da África afetadas pela seca tenha melhorado significativamente nos últimos meses, ainda existem cerca de 8,1 milhões de pessoas que necessitam de assistência na Etiópia, Quênia, Somália e Djibuti, segundo comunicado de imprensa da FAO. “Não podemos evitar as secas, mas podemos colocar em prática medidas para tentar impedir crises de fome”, disse o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, salientando a importância da ação continuada para construir a resiliência das populações locais.

Desde o início da crise do ano passado, cerca de 200 mil famílias em todo o Chifre da África têm participado de programas organizados pela FAO que se baseiam em realizar trabalhos que ajudam nas atividades agrícolas. Os fazendeiros recebem dinheiro que eles precisam urgentemente para comprar comida, enquanto restauram estradas, reservatórios de água e sistemas de irrigação .