O processo de paz no Nepal está em uma encruzilhada, com as Nações Unidas terminando sua missão no país. O principal desafio será integrar os demais 19 mil membros do exército maoísta, que travaram uma década de guerra civil.
O processo de paz no Nepal está em uma encruzilhada, com as Nações Unidas terminando sua missão no país. O principal desafio será integrar os demais 19 mil membros do exército maoísta, que travaram uma década de guerra civil, afirmou o Secretário-Geral Ban Ki-moon em um novo relatório.
Outras questões também poderiam levar a um novo conflito. Ban Ki-moon pediu a todos os lados que façam as concessões necessárias, superem a desconfiança e coloquem as necessidades do país acima dos interesses partidários.
“Passos rápidos são necessários para garantir a integração e reabilitação de pessoal do exército maoísta de uma forma mutuamente aceitável, fato que a ONU gostaria de ter visto antes da partida da UNMIN [Missão da ONU no Nepal], a fim de evitar qualquer vácuo”, declarou Ban no relatório dirigido ao Conselho de Segurança da Organização.
A missão política, criada em 2007 a pedido dos então sete partidos da Aliança do Governo e do Partido Comunista do Nepal (maoísta) para auxiliar no processo de paz que pôs fim à guerra e acompanhar a gestão dos braços armados maoístas e privados, acaba seu mandato em 15 de janeiro. Outras questões pendentes incluem a promulgação de uma nova Constituição, em 28 de maio.