Missões de paz das Nações Unidas enfrentam grandes desafios para proteger civis em áreas arrasadas por conflitos, como no Sudão do Sul, e sofrem ataques de grupos armados, como no Mali.

Capacetes Azuis de Burkina Faso em patrulha em Ber, a leste da vila ao norte de Timbuktu, Mali. Foto MINUSMA / Marco Dormino
Do Mali ao Sudão do Sul, ao Oriente Médio e outras nações, as forças de paz das Nações Unidas estão enfrentando desafios de paz e segurança de amplitude mundial e que não param de aumentar em intensidade, disse o sub-secretário-geral para Operações de Paz da ONU, Hervé Ladsous, nesta quarta-feira (17), pedindo o pleno apoio da comunidade internacional para os capacetes azuis da Organização, que enfrentam ameaças múltiplas do mundo.
A reunião do Conselho de Segurança sobre a proteção de civis, ameaças operacionais e de desempenho, contou com a participação dos comandantes da força da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) e da Missão Integrada Multidimensional a Estabilização no Mali (MINUSMA).
Detalhando os aspectos mais urgentes de manutenção da paz no sul do Sudão, onde uma crise forçou o deslocamento interno de mais de 2 milhões de pessoas e mergulhou um número estimado de 4,6 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave, o comandante da UNMISS, Yohannes Gebremeskel Tesfamariam, disse a membros do Conselho que a proteção de civis não significa apenas garantir a segurança, mas também assegurar a livre circulação de pessoas.
O comandante da MINUSMA, Michael Lollesgaard, apelou para mais amplos e melhores equipamentos. No Mali, suas tropas da ONU estão atualmente operando em uma das regiões mais perigosas para a manutenção da paz. As forças da MINUSMA têm sido frequentemente alvo de grupos armados que atuam em todo o país. Ataques recentes no final de abril resultaram em numerosas vítimas.