Combate a terrorismo no Quênia leva à expulsão e prisão de refugiados, diz ACNUR

Forças de segurança do Quênia prenderam mais de mil refugiados e requerentes de asilo durante operações de combate ao terrorismo lançadas este mês no país.

Somalis sendo deportados do Quênia para Mogadíscio (abril de 2014). Foto: IRIN/Ahmed Hassan

As forças de segurança do Quênia detiveram e prenderam mais de mil refugiados e requerentes de asilo durante operações de combate ao terrorismo lançadas este mês em Nairóbi. A maioria dos que foram presos são somalis e 82 já foram deportados para Mogadíscio no dia 9 de abril, alertou nesta quinta-feira (17) o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

“Devido aos conflitos na Somália, estes refugiados, especialmente os que vieram do sul e do centro da Somália, continuam precisando de proteção internacional e não devem ser devolvidos contra a sua vontade para um lugar onde sua vida ficará em risco”, disse a agência da ONU.

O ACNUR reconhece os imperativos de segurança nacional que o Quênia enfrenta devido aos últimos ataques terroristas, mas, diz a agência da ONU, a grande maioria dos refugiados somalis e requerentes de asilo no Quênia são e têm sido membros cumpridores da lei em suas comunidades.