Combate no Iêmen deixa 20 milhões de pessoas em necessidade de assistência urgente, diz ONU

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou que mais de 15 milhões de iemenitas não têm acesso aos cuidados de saúde básicos, com 53 unidades de saúde fechadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vem fornecendo água para pessoas deslocadas internamente em Al-Dhalea, no Iêmen. Foto: OMS Iêmen

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vem fornecendo água para pessoas deslocadas internamente em Al-Dhalea, no Iêmen. Foto: OMS Iêmen

Cerca de 20 milhões de pessoas no Iêmen – perto de 80% da população – necessitam urgentemente de ajuda humanitária, de acordo com várias agências das Nações Unidas, à medida que o conflito, que se intensificou dramaticamente em março, continua a produzir os seus efeitos no que já era o país mais pobre na região.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou que mais de 15 milhões de iemenitas não têm acesso aos cuidados de saúde básicos, com 53 unidades de saúde fechadas e desnutrição crescente, disse o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, a repórteres, em Nova York.

Na semana passada ocorreram vários ataques contra dezenas de unidades de saúde por combates, bombardeios e ataques aéreos no Iêmen desde a escalada do conflito em março. Além disso, 10 profissionais de saúde foram mortos ou feridos no exercício das suas funções. A OMS continua a apelar para a proteção das unidades de saúde, funcionários e pacientes.

Na frente da educação, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) advertiu que 87% das escolas nas cinco províncias do sul estão fechadas.