Com o tráfico humano não obedecendo fronteiras, peritos no combate ao tráfico de organizações regionais e sub-regionais se reuniram pela primeira vez em um fórum apoiado pelas Nações Unidas para discutir uma forma de unir forças para combater o flagelo.
Com o tráfico humano não obedecendo fronteiras, peritos no combate ao tráfico de organizações regionais e sub-regionais se reuniram pela primeira vez em um fórum apoiado pelas Nações Unidas para discutir uma forma de unir forças para combater o flagelo. A reunião de dois dias em Dakar, no Senegal, que terminou na terça-feira (05) atraiu especialistas de todo o mundo para discutir formas de prevenir o tráfico, proteger as vítimas e a legislação criada para resolver o problema em todas as regiões do mundo.
“A coordenação eficaz das várias iniciativas de combate ao tráfico e a cooperação reforçada entre todos os envolvidos no combate ao tráfico é essencial para maximizar os recursos disponíveis, minimizar a duplicação e endereçar a fadiga dos Estados ‘vis-à-vis’ o número de demandas que são obrigados a atender,” disse a Relatora Especial da ONU sobre o Tráfico de Pessoas, Especialmente Mulheres e Crianças, Joy Ngozi Ezeilo.
Segundo a Relatora, a assistência e a proteção das vítimas devem ser não-condicionais, respondendo às necessidades e em respeito aos direitos humanos das vítimas de tráfico. Ela apelou para grupos regionais e sub-regionais para assegurar que suas políticas sejam adequadas à idade das vítimas e sensíveis às questões de gênero. Ela destacou também a posição única dos mecanismos regionais para combater o que ela chamou de “escravidão moderna, crescendo em dimensão e em termos de repercussões dos direitos humanos”, devido à sua experiência e conhecimento das realidades locais.