Combates no Iêmen deixam país à beira de um desastre humanitário, alerta ONU

Segundo dados da ONU, 6 milhões de pessoas no Iêmen caminham em direção à fome severa e precisam agora receber ajuda alimentar de emergência para sobreviver.

Intensificação dos combates no Iêmen levaram famílias à beira da insegurança alimentar. Foto: PMA

Intensificação dos combates no Iêmen levaram famílias à beira da insegurança alimentar. Foto: PMA

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou na última quinta-feira (18) veemente a “horrível” série de ataques terroristas em mesquitas que deixou dezenas de mortos e feridos na capital iemenita de Saná. Os ataques cometidos no dia 17 atingiram três mesquitas na capital no mais recente surto de violência que abala o país devastado pela guerra.

“Os membros do Conselho reafirmaram que o terrorismo em todas as suas formas e manifestações constitui uma das mais sérias ameaças à paz e à segurança internacionais, e quaisquer atos de terrorismo são criminosos e injustificáveis, independentemente de sua motivação”, declarou o corpo de 15 membros em um comunicado de imprensa.

Em um encontro mediado pelas Nações Unidas para encontrar uma saída pacífica para o conflito, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O ‘Brien, disse aos participantes que a intensificação dos combates levou o Iêmen a “uma catástrofe humanitária” com pessoas lutando para alimentar suas famílias e serviços básicos entraram em colapso em todas as regiões.

O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) solicitou 1,6 bilhão de dólares em financiamento a fim de mitigar a crise devastadora que mergulhou o país em insegurança alimentar grave e o deixou à beira de um desastre humanitário. De acordo com pesquisa recente da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em conjunto com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), 6 milhões de pessoas caminham em direção à fome severa e precisam agora de ajuda alimentar de emergência e assistência para sobreviver.