Comissão de Inquérito da ONU sobre Conflito em Gaza pede a Israel acesso para ouvir vítimas

Na falta de uma resposta do governo israelense, a Comissão solicitou ajuda ao governo do Egito, que já indicou que facilitará a viagem dos membros a Gaza assim que a situação de segurança permita.

Enquanto não obtém autorização para entrar em Gaza, Comissão usa a tecnologia para escutar as vítimas. Foto: UNRWA /Shareef Sarhan

Enquanto não obtém autorização para entrar em Gaza, Comissão usa a tecnologia para escutar as vítimas. Foto: UNRWA /Shareef Sarhan

A Comissão Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre o Conflito de Gaza de 2014 voltou a solicitar na última terça-feira (23) acesso à Faixa de Gaza, à Cisjordânia, incluindo o Leste de Jerusalém, e a Israel para poder cumprir o seu mandato.

Os três membros da Comissão pediram repetidamente a colaboração do governo de Israel para facilitar o encontro com vítimas que relatam haver sofrido uma ampla gama de violações, bem como reuniões com as autoridades pertinentes.

Na falta de uma resposta do governo israelense, a Comissão conta agora com a ajuda do governo do Egito, que já indicou que facilitará a viagem dos membros a Gaza assim que a situação de segurança permita o deslocamento do grupo.

Enquanto isso, a Comissão de Inquérito usa a tecnologia para encurtar a distância e as barreiras políticas para entrevistar testemunhas e vítimas em Israel e no Território Ocupado da Palestina. Os integrantes expressaram sua consciência sobre a enorme responsabilidade que carregam ao documentar relatos íntimos e traumáticos das vítimas e aconselharam a todos aqueles afetados a enviar suas depoimentos à Comissão em inglês, árabe, hebraico ou qualquer língua oficial da ONU por e-mail ou correio.

O mandato do Conselho de Direitos Humanos para esta Comissão inclui a investigação de todas as violações ocorridas no Território Ocupado da Palestina desde 13 de junho de 2014. As averiguações englobam as atividades de grupos armados palestinos em Gaza, incluindo os ataques a Israel, e as operações militares israelenses na Faixa de Gaza e outras ações de Israel na Cisjordânia, incluindo no Leste de Jerusalém.