Comitê para o Uso Pacífico do Espaço Sideral debate formas de usar informações geoespaciais para evitar desastres e dar respostas às mudanças climáticas, segurança alimentar e saúde global.

Estação especial da NASA. Foto: NASA.
“Os desafios para a nossa sociedade, incluindo aqueles relacionados às mudanças climáticas mundiais, à segurança alimentar e à saúde global, estão todos interligados com os desastres, e por isso precisamos usar uma abordagem mais holística para tratar esse assunto”, disse o presidente do Comitê para o Uso Pacífico do Espaço Sideral da ONU , Azzedine Oussedik, durante a abertura de sua 57 ª sessão nesta quarta-feira (11).
Ouseedik sublinhou ainda a necessidade de melhorar a conscientização global para que se reconheça plenamente a importância das ferramentas e informações geoespaciais de forma a cumprir com os objetivos da agenda de desenvolvimento global.
O Comitê é o principal órgão responsável pela cooperação internacional e sensibilização sobre o uso pacífico do espaço sideral. Durante essa sessão, participantes trabalharão até o dia 20 de junho no cumprimento de uma agenda que inclui temas relacionados ao espaço e desenvolvimento, enfocando-se no documento final da Rio+20, onde os governos reconheceram a importância de dados baseados em tecnologia espacial para o desenvolvimento sustentável.
O Comité debaterá questões relacionadas à sustentabilidade a longo prazo das atividades espaciais e, em particular, um projeto de orientações estratégicas para alcançar esse objetivo. As orientações incluirão questões como o uso do espaço terrestre para o desenvolvimento sustentável, detritos espaciais, conscientização da situação do espaço, meteorologia espacial e um marco regulatório para as atividades espaciais.
A diretora do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Sideral (UNOOSA), Simonetta Di Pippo, destacou que “o Comitê, seus órgãos subsidiários e o Escritório, juntos, possuem uma oportunidade única para mobilizar apoio e um compromisso global para incentivar o papel da tecnologia e da informação espaciais como capacitador das metas e objetivos da agenda de desenvolvimento pós-2015”.