Durante sessão em Genebra, na Suíça, Especialistas Independentes da ONU deploraram o ocorrido em Houleh nos dias 25 e 26 de maio, quando pelo menos 108 pessoas morreram, incluindo 49 menores de 10 anos. Grupo reiterou apelo do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos por investigação imediata e irrestrita promovida por organismo internacional independente e imparcial.
O Comitê sobre os Direitos da Criança, formado por Especialistas Independentes da ONU, deplorou hoje (31/5) o massacre ocorrido nos dias 25 e 26 de maio em Houleh, perto de Homs, na Síria. Pelo menos 108 pessoas foram mortas, incluindo 49 crianças. A maioria dessas crianças tinha menos de 10 anos de idade e pode ter sido, deliberadamente, o alvo do ataque.
“O Comitê está profundamente preocupado, pois desde o início dos protestos na Síria, em março de 2011, centenas de crianças foram mortas, feridas, torturadas ou detidas. Apesar dos fortes e repetidos apelos para que o Estado sírio e as outras partes envolvidas no conflito acabem com as graves violações, nenhuma ação parece ter sido tomada”, registrou comunicado.
“O Comitê lembra ao Estado sírio que este carrega a responsabilidade primária de proteger sua população e deveria, portanto, tomar medidas imediatas para acabar com o uso de força excessiva e letal contra os civis para evitar mais violência contra as crianças”, acrescentou.
O Comitê, que está realizando a sua 60ª sessão em Genebra, na Suíça, pediu à Síria para assegurar que os autores do mais recente massacre em Houleh, bem como todos os outros responsáveis por crimes contra as crianças que ocorrem na Síria, sejam responsabilizados por seus atos. “Repetimos o apelo do Alto Comissariado para os Direitos Humanos [ACNUDH] para uma investigação imediata e irrestrita do incidente por um organismo internacional independente e imparcial.”