Como parte da Década de Afrodescendentes da ONU, Rio comemora centenário de Abdias Nascimento

As homenagens acontecem durante toda a sexta-feira (14) com exposição, seminário, cortejo e cerimônia inter-religiosa. O evento encerra com shows da rapper Re.Fem. e do sambista Nei Lopes.

Foto: IPEAFRO/Chester Higgins Jr.

O centenário de um dos maiores ativistas de direitos humanos do povo afrodescendente no Brasil, Abdias Nascimento, começa a ser comemorado no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (14), a partir das 12h, com uma extensa programação em homenagem a Abdias e aos ancestrais do Valongo, no Centro Cultural Ação da Cidadania, onde desembarcaram mais de meio milhão de africanos escravizados.

O evento é organizado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (IPEAFRO) e conta, entre outros, com o apoio institucional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e do Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), como parte das atividades de lançamento da  Década Internacional de Afrodescendentes, que será comemorada entre 2015 e 2024 em todo o mundo.

As homenagens têm início com a abertura da mini-exposição “Abdias Plural e Único” e apresentação musical com poesia – performances de Nilze Carvalho e Regional Saci Chorão. Ao longo da tarde será realizado um seminário, com as presenças de  Wande Abimbola (Nigéria), Olabiyi Yai (Benin), Anani Dzidzienyo (Universidade Brown, EUA), Kabengele Munanga (USP), Sueli Carneiro (Geledés) e Leda Maria Martins (UFMG).

À tarde, serão homenageados o Instituto de Cultura e Consciência Nelson Mandela e os atores que integraram o Teatro Experimental do Negro, fundado por Abdias em 1944. Às 18h, um cortejo segue em direção ao Cais do Valongo, para depois ter início uma cerimônia inter-religiosa. Ao final, diversas apresentações artísticas celebram a memória de Abdias, encerrando com shows da rapper Re.Fem. e do sambista Nei Lopes.

Escritor, artista plástico, teatrólogo, político e poeta, Abdias Nascimento foi um dos maiores ativistas pelos direitos humanos e deixou um legado de lutas pelo povo afrodescendente no Brasil. Foi protagonista de movimentos sociais que moldaram a pós-modernidade e o mundo contemporânea. Sua importância foi reconhecida pela ONU que lhe outorgou o Prêmio Toussaint Louverture (2004) e o Prêmio Direitos Humanos e Cultura da Paz (1997), ambos da UNESCO; e o Prêmio de Direitos Humanos da ONU (2003).

A programação completa do evento está disponível clicando aqui.

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