Conferência da ONU discute políticas para a juventude em todo o mundo

Durante três dias, Fórum Global sobre Políticas para a Juventude reunirá, no Azerbaidjão, 700 especialistas sobre o tema para discutir implementação de políticas voltadas às demandas e aspirações do jovens.

Fórum Global sobre Políticas para a Juventude tem objetivo de estimular desenvolvimento global dos jovens. Foto: PNUD.

A primeira edição do Fórum Global sobre Políticas para a Juventude, que tem o objetivo de ampliar as vozes em favor do desenvolvimento e da implementação de políticas nacionais planejadas para as necessidades, as aspirações e as demandas específicas da juventude atual será realizado na cidade de Baku, capital do Azerbaidjão, a partir desta terça-feira (28).

O evento deve reunir 700 especialistas em políticas para a juventude, como representantes de governos, parlamentares, movimentos de jovens e comunidades de pesquisa e desenvolvimento. Durante a conferência de três dias, serão discutidas as maneiras apropriadas de implementar políticas direcionadas ao jovens nas mais diversas situações, como zonas de guerra e de pós-conflito.

“Este fórum oferecerá uma oportunidade única para que todos os atores políticos se unam e discutam a situação das políticas de juventude em todo o mundo”, disse o enviado do secretário-geral para a juventude, Ahmad Alhendawi, um dos responsáveis pela realização do evento.

No último ano, o número de países que têm políticas para a juventude em curso passou de 99 para 122, o que demonstra a crescente consciência da necessidade de respostas legais e políticas adequadas à população jovem. “[Nos últimos] 20 anos, vimos mais comprometimento dos países-membros em implementar um caminho coordenado, holístico e abrangente para avançar no desenvolvimento juvenil em seus países”, afirma Alhendawi.

Porém, a eficiência e a capacidade de inclusão dessas iniciativas ainda são desafiadas por fatores como a ausência de recursos e de conhecimentos sobre o tema, as estruturas insuficientes de participação juvenil e a fragmentação das responsabilidades sobre as questões dos jovens.