Conferência da ONU sobre Aids reforça compromisso para zerar mortes relacionadas à doença

XIX Conferência Internacional sobre Aids focará na mobilização para zerar as novas infecções pelo vírus HIV. “Sabemos como chegar ao zero. Tudo o que pode nos parar agora é a indecisão e a falta de coragem”, disse o Diretor-Executivo do UNAIDS.

Diretor-Executivo da UNAIDS Michel Sidibé, durante abertura da XIX Conferência Internacional de Aids (ONU/Chris Kleponis)As Nações Unidas pediram hoje (23) a renovação do compromisso para enfrentar o HIV/Aids e encerrar a epidemia de uma vez por todas, quando mais de 20 mil delegados de todo o mundo se reúnem na capital dos Estados Unidos para a XIX Conferência Internacional sobre Aids. “Essa conferência será uma pedra fundamental na nossa jornada para acabar com a epidemia”, disse o Diretor-Executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) Michel Sidibé, durante abertura da reunião.

“Entramos numa nova era de resposta à Aids”.

Delegados se reunirão nos próximos dias em séries de discussões focando em mobilização de governos e comunidades para zerar as novas infecções pelo vírus HIV, além de atingir discriminação zero e a meta de não ter mais nenhuma morte em consequência da Aids. Acredita-se que o fim da epidemia está ao alcance, agindo decisivamente sobre os avanços científicos recentes no tratamento e na prevenção.

Durante seu discurso, Sidibé sublinhou os desafios e as oportunidades diante da meta de zerar os indicadores. “Pela primeira vez, temos mais pessoas em tratamento do que as pessoas que precisam de tratamento. Rompemos a trajetória de novas infecções, com um declínio de 20% desde 2001, e a mortalidade também diminui”.

“No entanto, nestes tempos de crises política, financeira, econômica e social sem precedentes, estou com medo pelo futuro da solidariedade global”, acrescentou. “De muitos lugares do mundo desenvolvido para onde vou, eu estou ouvindo ‘nós não podemos nos dar ao luxo de manter nossas promessas; nós temos nossos próprios problemas em casa’ . Minha resposta é simples: sabemos como chegar ao zero. Tudo o que pode nos parar agora é a indecisão e a falta de coragem”.