Uma conferência a ser realizada na terça-feira (26) em Genebra, na Suíça, apresentará um pedido de 4,2 bilhões de dólares das Nações Unidas para intensificar a ajuda a milhões de pessoas no Iêmen, onde anos de guerra criaram a pior emergência humanitária do mundo.
Liderado pelos governos da Suécia e Suíça, e com participação do secretário-geral da ONU, António Guterres, o pedido para o Iêmen também busca aumentar a conscientização para as mais de 3 milhões de pessoas – incluindo 2 milhões de crianças – que estão em situação de má-nutrição aguda.

Quando o conflito estourou, em 2015, o Iêmen já era considerado um dos países mais pobres do mundo. Foto: PMA/Reem Nada
Uma conferência a ser realizada na terça-feira (26) em Genebra, na Suíça, apresentará um pedido de 4,2 bilhões de dólares das Nações Unidas para intensificar a ajuda a milhões de pessoas no Iêmen, onde anos de guerra criaram a pior emergência humanitária do mundo.
A situação permanece difícil para pessoas em todos os lugares do país, de acordo com Jens Laerke, porta-voz do Escritório para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
“Foi um ano horrível para milhões e milhões de pessoas no Iêmen que estão se equilibrando à beira da fome. Elas precisam todo tipo de ajuda: no setor de saúde, água e saneamento, educação para seus filhos, e assim vai. Nós estamos realmente em uma encruzilhada.”
No ano passado, programas humanitários foram intensificados para alcançar 8 milhões de pessoas com assistência direta por mês. Em 2017, eram 3,5 milhões de pessoas.
Em briefing ao Conselho de Segurança na semana passada, o chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, explicou que, embora a cidade portuária de Hodeida esteja mais calma nos meses recentes, a violência continua em outros lugares. Hodeida é o principal ponto de entrega de ajuda no país.
Confrontos se agravaram em outras áreas, especialmente em Hajjah, no noroeste do Iêmen, disse Lowcock. Cerca de 80% da população do Iêmen – equivalente a 24 milhões de pessoas – precisam de assistência e proteção humanitária.
Desse total, 14,3 milhões enfrentam graves necessidades – 27% a mais em relação ao ano passado, segundo o OCHA. Dois terços dos distritos do país estão à beira da fome.
“Cerca de 20 milhões de pessoas precisam de ajuda para conseguir comida, incluindo quase 10 milhões que estão a apenas um passo da fome”, disse. “Quase 240 mil destas pessoas estão agora enfrentando níveis catastróficos de fome”.
Além disso, quase 20 milhões de pessoas não possuem acesso adequado à saúde e quase 18 milhões não têm água limpa suficiente ou acesso adequado a saneamento.
Liderado pelos governos da Suécia e Suíça, e com participação do secretário-geral da ONU, António Guterres, o pedido para o Iêmen também busca aumentar a conscientização para as mais de 3 milhões de pessoas – incluindo 2 milhões de crianças – que estão em situação de má-nutrição aguda.
“É um plano que busca alcançar 19 milhões de pessoas no país”, disse o porta-voz do OCHA, Jens Laerke. “O pedido é de 4,2 bilhões de dólares – este é o tamanho da crise. É o maior pedido já feito para país após quatro anos de conflito quase contínuo. No ano passado, recebemos 2,6 bilhões de dólares, equivalentes a 83% do que solicitamos, que foi cerca de 3 bilhões”.