Conflito contínuo na República Democrática do Congo preocupa ONU

Em visita à República Democrática do Congo, funcionária humanitária da ONU demonstra preocupação com os 2,6 milhões de habitantes deslocados devido ao conflito.

FARDC e MONUSCO reforçam a sua presença dentro e nos arredores de Goma, na República Democrática do Congo, após confrontos entre o M23 e as tropas nacionais. Foto: MONUSCO/Clara Padovan

FARDC e MONUSCO reforçam a sua presença dentro e nos arredores de Goma, na República Democrática do Congo, após confrontos entre o M23 e as tropas nacionais. Foto: MONUSCO/Clara Padovan

Após finalizar uma viagem de quatro dias para a África, uma oficial das Nações Unidas lamentou o conflito contínuo na República Democrática do Congo (RDC), bem como o imenso sofrimento dos habitantes em Kivu do Norte e em outras partes do leste da RDC, afirmando que “está na hora de acabar com os horrores desse estado de emergência causado pelo homem”.

“Os últimos conflitos nos arredores de Goma mostram o quão frágil é a situação em Kivu do Norte”, disse a secretário-geral assistente da ONU para assuntos humanitários, Kyung-wha Kang.

Kang reuniu-se com as pessoas deslocadas em Sotraki, um local perto de Goma onde cerca de 3 mil pessoas buscaram refúgio desde que os combates recomeçaram entre o exército congolês (FARDC) e o grupo de rebeldes do Movimento 23 de Março (M23). “A matança de civis por bombardeios na semana passada é inaceitável e eu peço a todas as partes envolvidas nos conflitos armados que respeitem plenamente o direito internacional humanitário”, disse ela.

Em Kinshasa, capital da RDC, onde Kang começou sua viagem na segunda-feira (27), ela conversou com autoridades governamentais, ONGs e funcionários humanitários de alto escalão sobre questões como a proteção de civis, um ambiente mais favorável para os agentes humanitários e a contínua e crescente necessidade de uma resposta humanitária em larga escala.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o Kivu do Norte é o lar de aproximadamente 973 mil pessoas deslocadas — um terço dos 2,6 milhões de deslocados na RDC.