O relatório é focado no impacto da violência sobre crianças em idade escolar e nos sistemas de ensino em nove países que foram direta ou indiretamente afetados pela violência.

Colegas de classe de mãos dadas ao lado dos escombros de uma parte destruída da escola de meninas de Shuje’iyah no leste da cidade de Gaza. Foto: UNICEF/Eyad El Baba
O número de crianças que estão impossibilitadas de ir a escola por conta dos conflitos e da agitação política no Oriente Médio e no norte da África é de mais de 13 milhões, afirma o relatório “Educação Sob Fogo” divulgado pelo Fundo para a Infância das Nações Unidas (UNICEF), nesta quinta-feira (03).
“Uma região que – até poucos anos atrás – tinha a meta da educação universal bem ao seu alcance, enfrenta hoje uma situação desastrosa”, afirma o documento.
O relatório é focado no impacto da violência sobre crianças em idade escolar e nos sistemas de ensino em nove países que foram direta ou indiretamente afetados pela violência. Segundo o documento, “na Síria, Iraque, Iêmen e Líbia sozinhos, quase 9 mil escolas estão fora de uso porque foram danificadas, destruídas, estão sendo usadas para abrigar deslocados civis ou foram tomadas por partes do conflito”.
Na Jordânia, Líbano e Turquia, mais de 700 mil crianças refugiadas sírias não podem ir à escola porque a infraestrutura nacional de educação sobrecarregada não pode lidar com a carga estudantil extra. “O impacto destrutivo do conflito está sendo sentido diretamente pelas crianças em toda a região”, disse o diretor regional do UNICEF no Oriente Médio e norte da África, Peter Salama.