“Tenho recebido denúncias de ataques contra populações civis, assassinatos extrajudiciais, violência sexual, deslocamento interno, tortura, trabalho forçado, bem como o uso de minas e o recrutamento de crianças-soldados por todas as partes em conflito”, disse Tomás Ojea.
Expressando preocupação com a renovação da violência entre comunidades muçulmanas e budistas no estado de Rakhine, em Mianmar, um especialista independente das Nações Unidas pediu que o governo do país dê continuidade às políticas de reconciliação e trate como prioridade as causas do conflito.
O Relator Especial sobre a situação dos direitos humanos em Mianmar, Tomás Ojea Quintana, apresentou hoje (26) à Assembleia Geral da ONU números sobre a violência no estado de Rakhine, onde dezenas de pessoas foram mortas, mais de 850 estão detidas e dezenas de milhares, deslocadas.
“Tenho recebido denúncias de ataques contra populações civis, assassinatos extrajudiciais, violência sexual, deslocamento interno, tortura, trabalho forçado, bem como o uso de minas e o recrutamento de crianças-soldados por todas as partes em conflito”, observou ele.
Funcionários do governo informaram à imprensa que pelo menos 56 pessoas foram mortas e centenas de casas incendiadas desde domingo no norte do estado de Rakhine, localizado no oeste d e Mianmar. O Relator Especial pediu às autoridades que atuem na situação e que forneçam às Nações Unidas e seus parceiros acesso regular, independente e previsível a todos os que necessitam de assistência humanitária
Em junho, distúrbios graves entre budistas da etnia Rakhine e muçulmanos Rohingya levaram o governo a declarar estado de emergência no país. A violência teria deixado pelo menos uma dúzia de civis mortos e centenas de casas destruídas, enquanto, internamente, deslocou dezenas de milhares de pessoas.