Conflito na Síria alimenta trabalho e exploração infantil, afirma UNICEF

Novo relatório lançado pelo UNICEF e pela ‘Save the Children’ destaca que o empobrecimento das famílias sírias e a falta de oportunidades levaram as crianças a trabalhar para garantir a sua própria sobrevivência.

Um menino no norte da Síria usa uma esponja para absorver petróleo de um barril. Foto: Ahmad Baroudi/Save the Children

Um menino no norte da Síria usa uma esponja para absorver petróleo de um barril. Foto: Ahmad Baroudi/Save the Children

“As crianças na Síria estão pagando um preço alto pelo fracasso do mundo para pôr um fim ao conflito.” Com essa declaração, o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) e a organização Save the Children chamaram a atenção, nesta quinta-feira (02), para a tendência, cada vez mais comum, de forçar meninos e meninas sírios a trabalhar.

No lançamento do relatório sobre esta questão em Amã (Jordânia), as agências destacaram que, dentro da Síria, crianças contribuem para a renda familiar em mais de três quartos dos lares pesquisados. Na Jordânia, quase a metade de todas as crianças refugiadas sírias contribui conjuntamente ou de forma isolada para o ganha-pão dos lares estudados, revelaram as agências, adicionando que muitas começam a trabalhar já com 6 anos de idade.

O relatório “Pequenas mãos, pesado fardo: como o conflito sírio está levando mais crianças ao trabalho forçado” revela que o empobrecimento das famílias sírias e a falta de oportunidades levaram as crianças a trabalhar para garantir a sua própria sobrevivência, porém muitas encontram empregos em condições prejudiciais, que comprometem suas saúdes e bem-estar. As organizações também destacaram o perigo envolvendo aquelas envolvidas diretamente no conflito armado, exploração sexual e atividades ilícitas, como a mendicidade organizada ou o tráfico de crianças.