O menino, que escapou dos bombardeios na Síria, sofre de uma deficiência do hormônio do crescimento e já não pode pagar pelo tratamento na Líbia.

Omar frequenta uma classe de segundo turno no norte do Líbano. Ele diz “eu gosto muito da escola porque eles me ensinam francês”. ACNUR/A. McConnell.
Omar, um menino sírio de 7 anos, é precoce, mas essa não é a única razão pela qual ele parece mais maduro para o seu tamanho. O menino sofre de uma deficiência do hormônio do crescimento, resultado de uma glândula pituitária disfuncional que também é conhecida como a “glândula mestra”, que regula várias atividades corporais incluindo o crescimento.
Na Síria, ele estava recebendo regularmente hormônio e tratamento com vitaminas para ajudá-lo a se desenvolver. No entanto, no Líbano, onde sua família teve que se refugiar há dois anos para escapar dos bombardeios próximo à sua casa em Idlib, o tratamento é muito caro para as organizações humanitárias cobrirem.
Os pais de Omar dizem a ele que comer vai ajudá-lo a crescer, mas apenas a comida não é o suficiente. Eles sabem que se o filho não receber tratamento hormonal ele crescerá mentalmente, mas não fisicamente e não chegará à puberdade.
O menino ainda é muito jovem para compreender as verdadeiras consequências mas, felizmente, há uma esperança para Omar. Ele e sua família estão considerando um reassentamento na Europa, onde seu tratamento pode ser pago por inteiro. Isso significaria mudar-se para longe de casa – mais até do que o Líbano – mas para essa família unida, essa é a única e a melhor oportunidade para Omar continuar a crescer.