Região do Vale Tirah sofre as consequências de operações militares e lutas entre grupos armados. Governo prevê que pessoas ficaram foram de suas casas por até seis meses.

Deslocados que fogem da região de Orakzai, perto da fronteira do Paquistão com Afeganistão. Foto:IRIN/Abdul Majeed Goraya
O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) alertou na sexta-feira (3) que 76 mil pessoas, cerca de 13 mil famílias, foram deslocadas no Vale Tirah, norte do Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão. A região é afetada por operações militares e confrontos entre grupos armados.
O Governo estima que o número de deslocados por causa do conflito chegará a 120 mil num futuro próximo. As autoridades preveem que eles permaneçam sem casa por até seis meses por causa do elevado nível de insegurança.
Segundo o OCHA, só cerca de 8% dos deslocados quiseram ficar em campos do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).
O Escritório afirma que Governos, agências da ONU e parceiros humanitários têm contribuído com assistência básica, mas que 25 milhões de dólares são necessários para atender adequadamente as necessidades dos deslocados até o fim do ano.
O deslocamento de áreas tribais do Paquistão começou em 2008 com a onda de repressão do Governo contra insurgentes. No ápice da crise em 2009, mais de 21 mil famílias, cerca de 147 mil pessoas, foram registradas no campo Jalozai – o maior dos quatro campos de deslocados em áreas tribais.