Representação das Nações Unidas no Sudão pedem que responsáveis por “ato hediondo” sejam levados à justiça e prevê que mais pessoas vão sofrer na região se ajuda humanitária tiver de ser reduzida.

Soldados da missão de paz conjunta da ONU-União Africana patrulham campo de deslocados em Kalma, Nyala, Darfur do Sul. Foto: ONU
O chefe da ONU no Sudão, Ali Al-Za’tari, alertou neste domingo (7) que o tiroteio entre tropas do Governo e rebeldes, que resultou na morte de dois trabalhadores de uma organização não governamental in Darfur, destaca a instabilidade da região. Classificando como “hediondo”, ele afirmou que o ato ameaça o fluxo de ajuda humanitária na região em conflito.
“Trabalhadores humanitários em Darfur estão lá para melhorar as vidas dos outros. Eles não deveriam ter de pagar por seu nobre trabralho com suas vidas”, declarou.
Al-Za’tari lamentou a morte de dois trabalhadores sudaneses da World Vision International em Nyala. Segundo comunicado, um terceiro funcionário da organização está gravemente ferido. Ele também expressou solidariedade aos cidadãos de Nyala atingidos pelos “acontecimentos terríveis”.
“Insisto para que todas as partes neste conflito respeitem suas obrigações de proteger trabalhadores humanitários e outros civis. Peço veementemente que o Governo sudanês inicie uma investigação e leve os responsáveis por esses assassinatos à justiça”, disse Al-Za’tari.
“Se o trabalho humanitário em Darfur for forçado a recuar por falta de segurança para nossos funcionários e parceiros, muito mais gente vai em Darfur vai sofrer”, acrescentou.
Em 3 de julho, três soldados da Missão Conjunta da União Africana e das Nações Unidas para Darfur (UNAMID) ficaram feridos numa emboscada. Em visita ao Sudão na semana passada, o subsecretário-geral da ONU para operações de manutenção da paz, Hervé Ladsous, condenou a ação em Labado afirmando que “ataques contra as forças de paz são um crime”.