Confrontos entre comunidades deixam quase 900 mortos na República Democrática do Congo

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) afirmou na quarta-feira (16) que, segundo relatos recebidos pela ONU, ao menos 890 pessoas morreram após brutais confrontos entre comunidades no mês passado na República Democrática do Congo.

Relatos sugerem que o massacre aconteceu entre 16 e 18 de dezembro em quatro vilarejos no território de Yumbi, na província de Mai-Ndombe, em aparentes confrontos entre as comunidades Banunu e Batende.

Michelle Bachelet acrescentou ser essencial “garantir justiça para as vítimas destes ataques terríveis, mas também prevenir novos episódios de conflitos entre comunidades e responder à raiva e aos sentimentos de injustiça que podem levar a ciclos repetidos de violência entre comunidades”.

Acampamento para pessoas deslocadas internamente devido a confrontos na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Ley Uwera

Acampamento para pessoas deslocadas internamente devido a confrontos na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Ley Uwera

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) afirmou na quarta-feira (16) que, segundo relatos recebidos pela ONU, ao menos 890 pessoas morreram após brutais confrontos entre comunidades no mês passado na República Democrática do Congo.

Relatos sugerem que o massacre aconteceu entre 16 e 18 de dezembro em quatro vilarejos no território de Yumbi, na província de Mai-Ndombe, em aparentes confrontos entre as comunidades Banunu e Batende.

A maior parte da população da área foi deslocada, segundo relatos, e as votações na eleição presidencial de 30 de dezembro para a área de Yumbi foram adiadas por conta de violência e insegurança.

Em comunicado, a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou a “violência chocante” e destacou a importância de “investigar e levar os responsáveis à Justiça”.

Michelle Bachelet acrescentou ser essencial “garantir justiça para as vítimas destes ataques terríveis, mas também prevenir novos episódios de conflitos entre comunidades e responder à raiva e aos sentimentos de injustiça que podem levar a ciclos repetidos de violência entre comunidades”.

Ao menos 82 pessoas também ficaram feridas nos ataques, de acordo com relatos recebidos pelo ACNUDH. Em torno de 465 casas e prédios foram queimados ou saqueados, incluindo duas escolas primárias, um centro de saúde, um mercado e o escritório local da comissão eleitoral independente.

Tanto o ACNUDH quanto autoridades judiciais abriram investigações sobre os ataques relatados.

No começo de janeiro, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) relatou que 16 mil pessoas da República Democrática do Congo haviam chegado à República do Congo – também conhecida como Congo-Brazzaville – após fugirem de confrontos mortais entre comunidades.

De acordo com o ACNUR, isso representa o maior fluxo de refugiados em mais de uma década, desde que 130 mil pessoas foram forçadas a buscar abrigo em meio a confrontos étnicos em 2009.