Conflitos entre membros das tribos Konianke e Guerze também deixaram 163 feridos e centenas em busca de refúgio em acampamentos militares próximos.

Conselho de Direitos Humanos da ONU. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré
A ONU pediu ao Governo da Guiné que respeite os direitos humanos durante as operações policiais que estão sendo realizadas no país. A solicitação foi feita na sexta-feira (19) após confrontos entre membros das tribos Konianke e Guerze em Koule, que fica a 45 quilômetros de Nzerekore, a segunda maior cidade da Guiné.
Os enfrentamentos começaram na segunda-feira (15) e já mataram 57 pessoas e feriram 163. Centenas estão em busca de refúgio em acampamentos militares próximos.
“Os confrontos resultaram na morte de pelo menos 57 pessoas, sendo que três delas foram decapitadas com facões, e outras agredidas até a morte ou queimadas vivas”, disse o porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Rupert Colville.
Segundo o porta-voz, os confrontos supostamente começaram após uma briga entre três indivíduos, com dois membros da tribo Guerze batendo em um jovem Konianke até a morte depois de acusá-lo de roubar o posto de gasolina onde trabalhavam. Os membros das duas comunidades formaram grupos e atacaram uns aos outros.
A violência se espalhou para outras partes da região de Forestière, com os envolvidos supostamente lutando uns contra os outros com facões, pedras e paus, disse Colville. Houve casos de saques, bloqueios e destruição de mesquitas, igrejas e casas, além de danos a outras propriedades.
O governo declarou toque de recolher em 16 de julho e enviou uma delegação ministerial para a área para facilitar as negociações de mediação entre os dois grupos. A ONU elogiou os esforços do Governo para restaurar a paz.