Conselheiro especial da ONU cobra diálogo para acalmar tensões no Burundi

Organização alerta que a crise política poderia aumentar as possibilidades de que crimes atrozes sejam cometidos.

Deslocados do Burundi chegam à Tanzânia, fugidno da violência em seu país. Foto: Jessica Hatcher/IRIN

Deslocados do Burundi chegam à Tanzânia, fugidno da violência em seu país. Foto: Jessica Hatcher/IRIN

Na conclusão da sua visita de dois dias ao Burundi, Adama Dieng, assessor especial das Nações Unidas sobre a Prevenção do Genocídio, alertou para um aumento das tensões e o risco de mais violência, a menos que todas as partes se engajem em um diálogo aberto para resolver a crise.

“Ele instou o governo a garantir o respeito pelos direitos humanos, incluindo a liberdade de opinião e expressão, observando que a ausência de vozes independentes através de meios não-estatais contribui para as tensões”, disse um comunicado divulgado de Bujumbura capital do Burundi.

Durante sua visita ao país, Dieng realizou reuniões com o residente do Burundi e funcionários do governo, líderes de partidos políticos, sociedade civil, representantes dos meios de comunicação social e outros atores-chave para discutir o aumento da tensão no período pré-eleitoral e do risco de que a crise política escale a um nível que favoreceria a execução de crimes atrozes.

“Dada a história do Burundi de violência étnica e à luz dos temores em curso de ataques com base na etnia, o assessor especial incentivou fortemente as partes do Burundi a usar sua influência para evitar qualquer ação que possa aumentar o risco de violência contra indivíduos ou grupos com base na sua identidade, incluindo filiação política, a identidade religiosa e étnica “, disse o comunicado.