Sessão de emergência do órgão, com sede em Genebra, analisará relatos de violência contra manifestantes que pedem a saída do líder líbio Muammar Kadafi.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
Os países-membros do Conselho de Direitos Humanos se reúnem, nesta sexta-feira, em Genebra para debater a situação da tensão política na Líbia.
Segundo relatos do próprio governo, cerca de 300 pessoas morreram após os protestos que pedem a saída do líder líbio Muammar Kadafi. Ele está no cargo há mais de 40 anos.
Investigação
Na quarta-feira, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, disse a jornalistas, na sede da ONU, que a tensão na Líbia apontava para um “rumo perigoso”. Ban contou que conversou com Kadafi por 40 minutos ao telefone, no sábado, e pediu o fim imediato da violência.
A alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que as mortes na Líbia e a violência contra os manifestantes são motivo para uma investigação internacional.
Após duas reuniões de emergência, o Conselho de Segurança também pediu o fim da violência e disse que a Líbia teria que autorizar a entrada de monitores e agentes de ajuda humanitária.
Vários governos estão tentando retirar seus cidadãos da Líbia. De acordo com a mídia brasileira, cerca de 130 trabalhadores de uma empresa brasileira no país, estariam perto de deixar a cidade de Benghazi, no leste da Líbia.
A Organização Internacional para Migrações informou que mais de 800 chineses também estão esperando para deixar a Líbia. O governo chinês informou que irá evacuá-los do país.
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