Conselho de Segurança: Bombardeios são a principal causa de mortes de crianças na Síria

Conflito, que já ultrapassa cinco anos, soma cerca de 250 mil mortes e 13,5 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária.

Refugiados sírios chegando ao Líbano no início do ano, após fugirem do oeste da Síria. Foto: ACNUR/A.McConnell

Refugiados sírios chegando ao Líbano no início do ano, após fugirem do oeste da Síria. Foto: ACNUR/A.McConnell

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, declarou na reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (16) que a guerra na Síria, que já dura mais de cinco anos, não pode continuar. Junto com outros especialistas da ONU, o coordenador humanitários destacou as consequências desse conflito prolongado para os civis, especialmente mulheres e crianças.

“A crise na Síria é uma crônica de oportunidades perdidas pelo Conselho de Segurança, pelos Estados-membros com influência sobre as partes e pela comunidade internacional mais ampla em encontrar um fim para o conflito”, afirmou O’Brien.

O representante das Nações Unidas chamou atenção para as cerca de 250 mil mortes geradas pela guerra, além do surgimento de grupos terroristas e extremistas no país e as 13,5 milhões de pessoas na Síria que precisam de algum tipo de assistência humanitária.

Neste sentido, o representante parabenizou o anúncio feito pelo Reino Unido, Alemanha, Noruega, Kuwait e Estados Unidos pela realização da Conferência sobre a Crise na Síria, que acontecerá em fevereiro. O encontro tem a intenção de levantar fundos para as operações de emergência de curto e longo prazo, além de identificar maneiras de fornecer empregos e educação a população que permanece no país.

A representante especial do secretário-geral da ONU para crianças e conflitos armados, Leila Zerrougui, alertou para o alto número de meninos e meninas que estão sendo recrutados e usados por diferentes atores do conflito. Ela afirmou que o bombardeio indiscriminado de áreas populosas é uma dos principais fatores de mortalidade infantil neste momento.

Afirmando que os abusos sexuais têm sido marcantes no conflito, a representante especial da ONU sobre violência sexual em conflito, Zainab Hawa Bangura, anunciou a elaboração de uma resposta estratégica com pontos-chave: compromisso de mobilização política, apoio e recursos; garantia de proteção e empoderamento de mulheres; aumento da proteção, aviso precoce e redução de riscos; e fortalecimento de apoio e serviços para os sobreviventes de violência sexual.