Além de civis, membros da Polícia Nacional da Espanha e da Polícia afegã foram atingidos pelo atentado. Para o Conselho de Segurança, atos terroristas são ‘injustificáveis e criminosos’.

Em Cabul, no Afeganistão, Talibã realizou atentados próximos à Embaixada da Espanha, na última sexta-feira (11). Foto: WikiCommons / Oxam Hartog
O Conselho de Segurança da ONU condenou, neste sábado (12), o ataque terrorista que ocorreu na véspera (11), nos arredores da Embaixada da Espanha, em Cabul, no Afeganistão. O atentado, cuja autoria foi reivindicada pelo grupo Talibã, deixou ao menos dois civis mortos e muitos outros feridos, segundo a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA). Integrantes da Polícia afegã e da Polícia Nacional Espanhola também estiveram entre as vítimas.
Na mesma semana, outra investida organizada pelo Talibã teve, por alvo, o aeroporto de Kandahar, que foi atacado durante 24 horas. Os confrontos deixaram 39 civis mortos, incluindo uma criança, e mais 23 feridos.
Após o atentado em Cabul, o Conselho de Segurança reiterou sua preocupação com as ameaças representadas pelo Talibã, pela Al-Qaeda, pelos afiliados ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) e outros grupos armados ilegais, cujas atividades colocam em risco a população local, as forças de segurança nacionais e a presença internacional no Afeganistão.
O Conselho também reiterou que “nenhum ato violento ou terrorista pode reverter o caminho, liderado pelo Afeganistão, rumo à paz, à democracia e à estabilidade, apoiado pelo povo e pelo governo do Afeganistão e pela comunidade internacional”.
O organismo da ONU afirmou que o terrorismo em todas as suas formas e manifestações é criminoso e injustificável. Para o Conselho, a prática do terror não deve ser associada com nenhuma religião, nacionalidade, civilização ou grupo étnico. A UNAMA também condenou o atentado em Cabul e destacou que ataques deliberados a civis são proibidos pelo direito internacional e humanitário.