O Conselho de Segurança condenou fortemente a emboscada promovida por criminosos não identificados na semana passada contra um comboio da Missão da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA) em Bokayai, noroeste do país, na qual um militar de Bangladesh foi morto.

Membros das forças de paz perto de Bangui, capital da República Centro-Africana. Foto: ONU/Catianne Tijerina
O Conselho de Segurança condenou fortemente a emboscada promovida por criminosos não identificados na semana passada contra um comboio da Missão da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA) em Bokayai, noroeste do país, na qual um militar de Bangladesh foi morto.
Em comunicado enviado à imprensa, os membros do Conselho de Segurança expressaram suas profundas condolências e solidariedade às famílias dos membros das forças de paz mortos, ao governo de Bangladesh e à MINUSCA, assim como ao governo da República Centro-Africana.
Condenando fortemente todos os ataques e provocações contra a MINUSCA por parte de grupos armados — uma emboscada semelhante contra um comboio no sudeste do país matou dois capacetes azuis marroquinos e deixou outros dois feridos um dia antes — o Conselho de Segurança enfatizou que os ataques que têm como alvo as forças de paz podem constituir crimes de guerra e lembrou a todas as partes sobre suas obrigações em relação à lei humanitária internacional.
Os membros do Conselho também pediram que as autoridades da República Centro-Africana investigassem o ataque e levassem seus perpetuadores à Justiça. Enfatizaram que os criminosos devem ser responsabilizados.
De acordo com a MINUSCA, que também condenou fortemente o ataque, o capacete azul de Bangladesh foi morto na quinta-feira (5) em Bokayai, 25 quilômetros a sudoeste de Bocaranga, na prefeitura de Ouham-Pende.
A missão disse que os membros das forças de paz em patrulha estavam retornando da cidade de Koui quando foram atacados por cerca de 50 criminosos. Os soldados responderam ao ataque.
Condenando a emboscada assim como agressões e provocações contra seus membros, a MINUSCA enfatizou, mais uma vez, que crimes que tenham como alvo as forças de paz são inaceitáveis e podem constituir crimes de guerra.
Confrontos entre a coalizão rebelde muçulmana Séléka e a milícia anti-Balaka, que são em sua maioria cristãos, levaram o país de 4,5 milhões de habitantes a uma guerra civil em 2013. Apesar do significativo progresso e de eleições bem sucedidas, a República Centro-Africana permaneceu em meio à instabilidade e a revoltas esporádicas.
Em dezembro de 2016, a MINUSCA apoiou uma nova rodada de diálogos com 11 dos 14 grupos armados do país, como parte dos esforços para desarmar as facções.