A grave crise humanitária no país causada por um conflito interno preocupam as Nações Unidas, que cobra que consultas políticas inclusivas sejam realizadas o mais rápido possível.
O Conselho de Segurança expressou nesta terça-feira (02) profunda preocupação com a “grave situação ” no Iêmen e instou as partes interessadas do país a exercer o mais rápido possível consultas políticas inclusivas mediadas pelas Nações Unidas.
O Conselho de 15 membros reafirmou, em comunicado, o seu apelo às partes iemenitas para participarem das negociações e se envolverem “sem condições prévias e de boa fé”, resolvendo suas diferenças através do diálogo e de consultas, rejeitando atos de violência para alcançar objetivos políticos, e abstendo-se de provocações e de todas as ações unilaterais para minar a transição política.
Expressando sua profunda decepção pelas consultas apoiadas pela ONU, previamente agendadas para 28 de maio, não terem acontecido, o Conselho salientou também que o diálogo inclusivo deve ser um processo liderado pelo Iêmen e exortou todas as partes “a retomar e acelerar” o diálogo com a intenção de intermediar uma solução política baseada no consenso.
As tensões políticas e de segurança em curso agravaram ainda mais a crise humanitárias e a escassez de alimentos do Iêmen, que conta atualmente com 12,5 milhões pessoas em insegurança alimentar no país – cerca de 2 milhões a mais do que quando os combates começaram. O Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) tem o objetivo de prestar assistência alimentar de emergência para 2,5 milhões de pessoas, e, a partir de agosto, planeja aumentar esse número, chegando a 12 milhões de pessoas até o final do ano.
