Conselho de Segurança da ONU abre caminho para possível envio de força militar ao Mali

Secretário-Geral da ONU deve entregar relatório com plano de segurança em resposta à solicitação do governo de transição para conter violência no norte do país.

Conselho de Segurança. UN Photo/JC McIlwainePor causa da ameaça à paz regional nas zonas controladas por rebeldes no norte do Mali, o Conselho de Segurança da ONU indicou, na sexta-feira (12), a possibilidade de endossar, dentro dos próximos 45 dias, uma força militar internacional para restaurar a unidade do país africano.

Em uma resolução aprovada por unanimidade, o corpo de 15 membros pediu ao Secretário-Geral, Ban Ki-moon, que forneça, ao mesmo tempo, militares e planejadores de segurança para a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (ECOWAS), para a União Africana (UA) e a outros parceiros para ajudar a formular uma resposta a um pedido de uma força de estabilização feito pelas autoridades de transição do país. Um relatório deve ser apresentado em 45 dias.

Uma vez recebido o documento, agindo sob o capítulo VII da Carta da ONU, que autoriza o uso da força em face de uma ameaça à paz ou agressão, o Conselho declarou estar pronto “para responder ao pedido das autoridades transitórias do Mali sobre uma força militar internacional para ajudar as Forças Armadas malinesas na recuperação das regiões ocupadas no norte de Mali”.

Em agosto, o Conselho instou a ECOWAS a preparar, em colaboração com as autoridades de transição, a Comissão da UA e os países da região, as propostas detalhadas para uma força de estabilização para restaurar a integridade territorial do país.

Os combates entre as forças governamentais e os rebeldes tuaregues eclodiu no norte do país em janeiro. A instabilidade e insegurança resultante dos novos confrontos, bem como a proliferação de grupos armados na região árida e a instabilidade política na esteira de um golpe militar, em março, levaram 500 mil malianeses a abandonar suas casas, 270 mil deles fugiram para os países vizinhos.