Conselho de Segurança da ONU afirma que ataques não atrapalharão processo de paz na Somália

Órgão reafirma determinação em combater todas as formas de terrorismo. Secretário-Geral das Nações Unidas envia condolências às famílias dos mais de 30 mortos no fim de semana.

Tropas da União Africana na Somália esvaziam as munições do grupo islâmico terrorista Al-Shabaab na capital Mogadishu. UN Photo/Stuart Price

Tropas da União Africana na Somália esvaziam as munições do grupo terrorista Al-Shabaab na capital Mogadishu. Foto: ONU/Stuart Price

Condenando “nos termos mais fortes possíveis” o ataque na capital da Somália, o Conselho de Segurança da ONU reafirmou sua determinação em combater todas as formas de terrorismo. O comunicado foi emitido na segunda-feira (15). No dia anterior, um atentado assumido pelo  grupo armado Al-Shabaab deixou ao menos 34 mortos em Mogadíscio, incluindo mulheres e crianças.

“É lamentável que os somalis e os membros da comunidade internacional, que vem apoiando o progresso do país, sejam atingidos por aqueles que procuram impedir a paz”, disse o comunicado.

Em 2011, as forças somalis e as tropas da Missão da União Africana na Somália (AMISOM) expulsaram os membros do Al-Shabaab da capital do país. Desde então, as instituições do novo Governo foram nomeadas, iniciando uma fase de transição para que um governo eleito democraticamente fosse instaurado.

Em um comunicado divulgado por seu porta-voz, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou suas condolências às famílias dos mortos e mostrou satisfação com a AMISOM e as forças de segurança somalis, “cuja coragem e determinação ajudaram a trazer a situação de volta sob controle”.

Em sua declaração, o Conselho reafirmou sua determinação em apoiar o processo de paz e reconciliação na Somália. Atualmente, a ONU mantém o Escritório Político das Nações Unidas para a Somália (UNPOS) e o Gabinete de Apoio para a AMISOM (UNSOA).

Discute-se, ainda, o estabelecimento de uma nova missão, que incluiria aconselhamento e assistência em segurança, manutenção da paz e construção do Estado, a preparação de eleições, direitos humanos, Estado de Direito, além de assistência para coordenar a ajuda internacional.