“Este crime é mais um trágico lembrete dos perigos crescentes que pessoas enfrentam todos os dias na Síria”, declarou o organismo da ONU.
O Conselho de Segurança da ONU lamentou no último domingo (25) o “aparente assassinato” do cidadão japonês Haruna Yukawa pelo Estado Islâmico. A decapitação de Yukawa foi confirmada pelo grupo militante em um vídeo divulgado no último sábado (24).
Em um comunicado de imprensa, o organismo da ONU condenou veemente o “ato hediondo e covarde” e exigiu a libertação imediata de Kenji Goto, outro cidadão japonês também detido pelos extremistas islâmicos.
“Este crime é mais um trágico lembrete dos perigos crescentes que pessoas, inclusive jornalistas, enfrentam todos os dias na Síria. É também mais uma demonstração da brutalidade do Estado Islâmico, que é responsável por milhares de abusos cometidos contra o povo sírio e iraquiano”, ressaltou o comunicado.
Em sua declaração, os membros do Conselho sublinharam a necessidade de levar os autores de tais “atos repreensíveis de terrorismo à justiça” e salientou que os responsáveis pela morte de Yukawa serão responsabilizados. Além disso, expressaram sua profunda solidariedade e condolências à família da vítima, ao governo do Japão e às famílias de todas as vítimas do grupo terrorista.
Reafirmando a necessidade de combater por todos os meios, em conformidade com a Carta das Nações Unidas, as ameaças à paz e à segurança internacional causadas por atos terroristas, o Conselho também exigiu a “libertação segura, imediata e incondicional” de todos os reféns mantidos pelo Estado Islâmico, pela Frente Al-Nusra e todos os outros grupos extremistas associados a Al-Qaeda.