Os 15 membros do Conselho exigem o fim das hostilidades contra a UNDOF e pedem que grupos armados abandonem as posições tomadas e retornem equipamentos confiscados.

Membros da UNDOF durante uma patrulha nas Colinas do Golã. Foto: ONU/Gernot Payer
Condenando as recentes hostilidades contra as áreas de operação da Força da ONU de Observação do Desengajamento (UNDOF) nas Colinas de Golã, o Conselho de Segurança exigiu, na última sexta-feira (19), que todos os grupos não relacionados à Força de Paz abandonem suas posições e o ponto de passagem de Quneitra, bem como retornem os veículos, armas e outros equipamentos confiscados.
Em um comunicado, o Conselho pediu a todos os estados-membros da ONU, com influência sobre os atores não-estatais que operam na área, que negociem uma pausa imediata de todas as atividades que ponham em perigo a vida dos membros da Missão de Paz e os impeçam de realizar suas atividades segundo o mandato determinado pelo Conselho de Segurança.
O organismo mostrou sua preocupação com a deterioração da situação de segurança na área de operação da UNDOF por causa do conflito sírio, por um lado, e das atividades de grupos não-estatais, por outro. Há três semanas, grupos armados capturaram 45 militares da UNDOF, que foram postos em liberdade depois de duas semanas.
Frisando que não há nenhuma justificativa para os ataques ou detenção dos membros da Força de Paz das Nações Unidas, o Conselho reconheceu que o contexto na região exige um esforço de flexibilização da postura da UNDOF para minimizar os riscos aos seus integrantes nas suas atividades para implementar o seu mandato.