A reunião de cúpula, que vai acontecer em 25 de setembro, focará a atenção internacional e criará alianças para conter o “fenômeno crescente e perigoso” dos combatentes terroristas estrangeiros.

Coletiva de imprensa da presidente do Conselho de Segurança da ONU, Samantha Power, embaixadora dos Estados Unidos. Foto: ONU/Eskinder Debebe
Durante o seu termo como presidente do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos convocará uma reunião de cúpula em 25 de setembro para focar a atenção internacional e criar alianças para conter o “fenômeno crescente e perigoso” dos combatentes terroristas estrangeiros.
O anúncio, realizado pela representante do país junto a ONU, Samantha Power, aconteceu durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (04), onde a embaixadora divulgou a lista de atividades que os Estados Unidos pretende realizar durante o mês de duração da presidência. Segundo Power, a expansão do Estado Islâmico nos últimos meses no Iraque e na Síria, incluindo episódios como a decapitação de jornalistas, trouxe esse debate para “dentro de casa”.
“Temos notado um movimento de terroristas viajando especificamente para lutar em conflitos estrangeiros. Esses combatentes participam em atrocidades brutais e muitas vezes voltam para casa radicalizados pela sua experiência” o que significa uma ameaça para os seus compatriotas, disse Power.
A representante adicionou que dada a prioridade desse tema, o encontro será realizado no mais alto nível da instituição, com a participação de chefes de estado ou governo para “obter um consenso sobre a gravidade dessa ameaça e a necessidade de uma ação coletiva”.
“Esperamos que este encontro fortaleça a capacidade dos governos de todo o mundo de conter o fluxo de seus cidadãos em zonas de guerra”, explicou a presidente do Conselho, através de um melhor compartilhamento e rastreamento de informação para criar um sistema de alerta entre governos.
Entre as outras atividades propostas para esse mês, Power informou que o Conselho organizará um debate aberto sobre crianças e conflito armado com enfoque no último relatório do secretário-geral da ONU, que inclui oito países e 51 atores não estatais como perpetradores de violações contra as crianças, incluindo, pela primeira vez o grupo armado Boko Haram, que atua na Nigéria.